Antes de orientar, as pessoas precisam se sentir compreendidas.

Um artigo recente, publicado na revista Behavioral Sciences, investigou o que estudantes universitários gostariam de ouvir após uma experiência de fracasso acadêmico e comparou essas expectativas com a forma como professores costumam responder nessas situações.

Os resultados mostraram que, embora os professores frequentemente ofereçam orientações e estratégias para melhorar o desempenho, os estudantes valorizam, em um primeiro momento, mensagens de validação emocional e de afirmação. Frases como “Entendo que isso tenha sido difícil para você”, “Faz sentido que você esteja decepcionado(a)” ou “Eu acredito na sua capacidade de superar isso” foram percebidas como mais úteis do que respostas focadas apenas em solucionar o problema.

O estudo sugere que acolher a experiência emocional não substitui o ensino nem o feedback. Pelo contrário, pode favorecer uma maior abertura para aprender, persistir diante das dificuldades e aproveitar melhor as orientações recebidas.

Embora a pesquisa tenha sido realizada no ensino superior, seus resultados podem contribuir para o trabalho de profissionais da educação e também de profissionais da saúde que acompanham crianças, adolescentes e suas famílias, reforçando a importância de responder ao erro sem perder de vista a dimensão emocional da aprendizagem.

Segue o artigo na íntegra.

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