Saciedade e cérebro não andam juntos: o que explica o desejo de comer mesmo sem fome

Um estudo recente publicado na revista Appetite investigou por que podemos ter dificuldade em evitar comer em excesso quando confrontados com estímulos alimentares.

No experimento, participantes consumiram um alimento até a saciedade, reduzindo seu desejo por ele. No entanto, as respostas cerebrais iniciais às imagens desse alimento permaneceram praticamente inalteradas, mesmo após estarem satisfeitos.

Os achados sugerem uma possível dissociação entre a saciedade fisiológica e a resposta do cérebro a pistas alimentares, que pode continuar sinalizando valor para o alimento.

Isso ajuda a compreender como estímulos do ambiente (como imagens, propagandas e exposição frequente a alimentos) podem influenciar o comportamento alimentar, inclusive na ausência de fome.

Na infância, esse ponto é especialmente relevante, considerando a alta exposição a estímulos alimentares e o desenvolvimento ainda em curso da autorregulação.

Ainda assim, o comportamento alimentar é multifatorial, e esses resultados devem ser interpretados dentro de um contexto mais amplo.

Segue o artigo na íntegra Acessa aqui

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